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Panicum maximum cv. BRS Zuri Revestida 20KG

BRS Zuri é um novo lançamento da Embrapa Gado de Corte, um capim Panicum, melhor que a Mombaça e Tanzânia-1.

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Descrição

1. O que é BRS Zuri
BRS Panicum maximum cv. BRS Zuri é novo cultivar de Panicum que foi lançado pela Embrapa Gado de corte. 
Suas principais características são a elevada produção, o alto valor nutritivo, a resistência às cigarrinah-das-pastagens e o alto grau de resistência à mancha das folhas, causada pelo fungo Bipolaris maydis.

2. O que é semente Revestida
Nosso sementes é incrustada com Micro e Marco Nutriente, Herbicida e Fungicida. 

3. Características
Nome científico: Panicum maximum cv. BRS Zuri                              
Nomes comuns:       Zuri
 
Origem:Tanzania - África 
Ciclo vegetativo:Perene 
Florescimento:Tardio 
Hábito de crescimento:Cespitoso 
Utilização:Pastoreio direto, fenação, silagem 
Indicação:Bovino de corte, bovino de leite, equinos, ovinos, caprinos. 
Altura da planta: Até 160 cm 
Altura de corte : 
    Pastejo rotacionado:Entrada: 70 - 75 cm
Saída: 30 - 35 cm
    Pastejo contínuo:60 cm
Digestibilidade:Boa 
Palatabilidade:Excelente 
Produção de MS:21,8 ton/ha/ano 
Tolerância à seca:Alta 
Tolerância ao encharcamento:Baixa 
Tolerância ao frio:Média 
Tolerância à cigarrinha:Tolerante 
Fertilidade do solo:Alta 
Profundidade de semeadura:1 a 2 cm 
Precipitação pluviométrica:Acima de 800 mm/ano 
Saturação por Base mínima:45% a 50%
Altitude:Até 1.800 metros acima do nível do mar

4. A história do BRS Zuri
A cultivar BRS Zuri é resultado de uma seleção massal em populações derivadas de um Panicum maximum coletadas na Tanzânia, no leste de África. A coleta foi realizada pelo ORSTOM (Institut Français de Recherche Scientifique pour le Developpement em Coopération), atual IRD (Institut de Recherche pour le Développment), em 1969. Os trabalhos de seleção foram coordenados pela Embrapa Gado de Corte em parceria com a Embrapa Acre, Embrapa Cerrados, Embrapa Gado de Leite, Embrapa Pecuária Sul, Embrapa Rondônia, e Universidade Federal da Grande Dourados. O nome Zuri Significa "bom" e "bonito" em swahili, a língua falada no Quênia. 
A cultivar foi selecionada com base na produtividade, vigor, capacidade de suporte, desempenho animal, resistência às cigarrinhas-das-pastagens e resistência à mancha foliar causada pelo gungo Bipolaris maydis. A BRS Zuri foi registrada em 18/04/2013 e protegida em 27/08/2013 junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

5. Descrição sobre BRS Zuri
A BRS Zuri é uma planta cespitosa de porte ereto e alto, com folhas verde escuras, longas, largas e arqueadas. As folhas são glabras, ou seja, sem pelos. Os colmos são grossos, com internoódio de comprimento mediano e apresentam pouca cerosidade. As bainhas apresentam média pilosidade. A inflorescência é uma panícula gande, com ramificações primárias medianas, e secundárias longas apenas na base. As espiguetas são uniformemente distribuídas ao longo das ramificações, são glabras e apresentam baixa quantidade de manchas roxas. Apresenta verticilo piloso na base da inflorescência. Seu florescimento é tardio e bem definido.

6. Calagem e adubação
A cultivar BRS Zuri apresenta resposta à calagem e adubação similar a outras cultivares de Panicum maximum, tais como Tanzânia-1 e Mombaça, sendo recomendada para solos de média a alta fertilidade ou após o cultivo de lavouras anuais quando em solos de média e baixa fertilidade. As doses específicas dos nutrientes a serem aplicados devem ser baseadas na análise química do soloe com o apoio de técnico capacitado para tal. De modo geral, recomendam-se os níveis de nutrientes e aplicações indicados a seguir. 

7. Fase de implantação
Os níveis de saturação por bases no solo devem estar entre 45-50%, e assim devem ser mantidos durante a utilização do pasto, na camada de 0 a 20 cm de profundidade. 
Na fase de estabelecimento, os teores adequados de fósforo no solo (extrator de Mehlich-1), a serem observado, estão associados aos teores de argila, a saber:

<<Tabela Teor de argila e Teor de fósforo>>

Os teores de potássio no solo, não devem ser inferiores a 50 mg/dm3 (Mehlich-1). Também é importante a aplicação de 30 kg/ha de enxofre e no mínimo 50 kg/ha de nitrogénio, se os teores de matéria orgânica forem inferiores a 1,6%.
Recomenda-se a aplicação de 50-50 kg/ha de uma fórmula de FTE de micronutrientes que contenha cobre, zinco, boro e molibdênio, especialmente em solos de cerrado, para um período residual de 3 a 4 anos.

8. Fase de manutenção da produção forrageira
A reposição de Ca e Mg, por meio de calcário dolomítico, deve ser feita sempre que os teores de cálcio forem inferiores a 1,50 cmolc/dm3 e os de magnésio inferiores a 0,5 cmolc/dm3, na camada de 0 a 20 cm de profundidade.
Os teores de P no solo devem ser mantidos em cerca de 80% dos teores de implantação, e doses de reposição anual devem obedecer ao nível de produção almejado, que podem variar de 40 a 80 kg/ha de P2O5 e os teores de potássio no solo, não devem ser inferiores a 50 mg/dm3 (Mehlich-1). Para atingir altas produtividades as reposições de nutrientes devem ser mais elevadas e com acompanhamento mais frequente.
A adubação nitrogenada visando à produção animal está diretamente relacionada ao nível de produção almejada, seja de carne ou leite. Produções de carne de 20@/ha/ano tem sido observadas com adubações entre 120 e 150 kg N/ha/ano, e devem ser aplicadas de forma parcelada ao longo da estação de crescimento.

9. Adaptação ambiental
Apresenta tolerância moderada ao encharcamento do solo, semelhante ao Tanzânia-1, porém se desenvolve melhor em solos bem drenados, sendo uma opção para diversificação de pastagens nos biomas Amazônia e Cerrado.

10. Semeadura da pastagem
Em média, existem 660 sementes em 1 (um) grama de sementes puras de cultivar. As recomendações para a semeadura desta cultivar são as mesmas descritas para as Cvs. Mombaça e Tanzânia-1 ou seja, no mínimo 3 a 4 kg de SPV/ha, teremos de 300 a 260 sementes/m2. Uma vez que, em geral, há uma perda no estabelecimento de 80-90%, cerca de 20 e 50 plantas/m2 serão estabelecidas. O mínimo desejado é de 20 plantas/m2.
A semeadura deve ser feita na profundidade de 3 a 5 cm, incorporando-se as sementes com grade niveladora ou com semeadora regulada para a profundidade recomendada.

11. Produção e qualidade da forragem
Avaliada em parcelas, sob cortes manuais, a clutivar BRS Zuri atingiu a produção anual de 21,8 t/ha/ano de matéria seca foliar, 50% a mais ue o 'Colonião' e similar ao 'Tanzânia-1'. 
A estacionalidade da produção foi similar às cultivares Tanzânia-1 e Mombaça, atingindo 15% do total anual no período seco. A cultivar BRS Zuri apresentou uma porcentagem de folhas de 87%, que foi superior às cv. Tanzânia-1 (77%) e Colonião (63%). Os teores de proteína bruta variaram de 11 a 15% nas folhas e de 7 a 12% nos colmos.

12. Produção Animal
A BRS Zuri, nos dois anos de avaliação no bioma Amazônia, apresentou uma produtividade animal de 11 a 13% superior à cv. Tanzânia, na época da seca e águas, respectivamente. Também, em ambas as épocas, o desempenho individual foi de 4 a 6% superior à cv. Tanzânia-1. No bioma Cerrado, a BRS Zuri apresentou produtividade animal 10% superior à cv. Mombaça na média de dois anos de avaliação.

<< Tabela 1. Resultados da avaliação de dois anos do Panicum maximum cv. BRS Zuri sob pastejo em Rio Branco, AC(bioma Amazônia) e em Campo Grande, MS(bioma Cerrado), em comparação com as cultivares Tanzânia-1 e Mombaça em cada local, respertivamente.

13. Resistencia a pragas e doenças
A BRS Zuri mostrou-se resistente (por antibiose) às cigarrinhas-das-pastagens Notozulia entreriana, Deois flavopicta e Mahanarva fimbriolata, por determinar baixos níveis de sobrevivência ninfal em condições controladas. Quanto ao mecanismo de resistência (avaliada por danos), a BRS Zuri revelou-se moderadamente resistente. Considerando-se ambos os mecanismos de resistência, a BRS Zuri apresentou resposta semelhante ao da cultivar Tanzânia-1.
Quanto às doenças, a BRS Zuri apresentou alto grau de resistência à mancha das folhas, causada pelo fungo Bipolaris maydis. A cultivar mostrou resistência mediana à cárie-do-sino, causada por Tilletia ayressi, o que pode comprometer a produção de sementes em condições ambientais favoráveis à doença. Assim como as outras cultivares da espécie, a BRS Zuri é suscetível ao nematoide das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus), sendo considerada hospedeira.

14. Manejo do pastejo
A BRS Zuri é uma gramínea cespitosa, que deve ser manejada preferencialmente sob pastejo rotacionado. Recomenda-se que o pasto seja manejado com altura de entrada de 70-75 cm e altura de saída de 30-35 cm. Este manejo promoveu bom controle do desenvolvimento de colmos e florescimento na Amazônia, assegurando a manutenção da estrutura do pasto e bons níveis de produção animal.

15. Os videos sobre o BRS Zuri
As Vantagens do BRS Zuri - Sementes Boi Gordo
Pastagem - Lançamento BRS Zuri

16. Dúvidas sobre BRS Zuri
Qualquer dúvida entre em contato com o canal de atendimeto. 
67-3358-2500 ou atendimento@semenstesboigordo.com.br
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